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sexta-feira, abril 24, 2026

Corte errado, descuido e sapatos apertados: por que a unha encravada ainda atormenta tanta gente

Leitura Obrigatória

Neide Souza
Neide Souzahttp://bazarpop.com.br
Neide Souza é manicure especialista em unhas decoradas e técnicas de unhas em gel, com experiência prática no cuidado e embelezamento das mãos. Apaixonada pelo universo da beleza, compartilha dicas, tendências e inspirações no blog Bazar Pop, onde atua como criadora de conteúdo, ajudando leitoras a se manterem atualizadas com o que há de mais moderno no mundo das unhas e tudo sobre moda

Dor aguda, inchaço e até infecção: esses são os primeiros sinais que denunciam uma unha encravada — problema que, embora simples de prevenir, continua a levar adultos e adolescentes a consultórios de podologia e clínicas dermatológicas.

Corte reto é regra de ouro

O formato do corte é apontado por especialistas como o fator número 1 para evitar que a lâmina penetre na pele. O recomendável é usar tesoura ou alicate apropriado e deixar a borda sempre reta, sem arredondar os cantos. Quando o corte segue o desenho do dedo, a tendência da unha é crescer lateralmente e perfurar a carne.

  • Jamais corte excessivamente curto: a pele vizinha pode cobrir a borda e facilitar o encravamento.
  • Mantenha comprimento que proteja a ponta do dedo, mas não atrapalhe atividades diárias.
  • Desinfete instrumentos antes e depois do uso para evitar contaminações.

Lixa: pequena, mas decisiva

Depois do corte, a lixa entra em ação para remover rebarbas. O movimento deve ser feito em apenas uma direção; o tradicional “vai e vem” enfraquece a estrutura e favorece rachaduras. Modelos mais suaves bastam para a rotina semanal. Lixas grossas ficam reservadas a ajustes pontuais.

Calçado errado pressiona e deforma

No caso das unhas dos pés, o sapato pode ser o vilão silencioso. Bico fino, numeração menor ou falta de espaço interno comprimem os dedos e empurram a lâmina contra a pele. Quem passa o dia de pé ou utiliza calçados de segurança precisa redobrar a atenção:

  1. Dê preferência a modelos com frente larga.
  2. Alterne pares ao longo da semana para reduzir umidade.
  3. Opte por materiais respiráveis — couro legítimo ou tecidos tecnológicos — que inibem proliferação de fungos.

Cutícula: barreira natural que não deve ser removida

A retirada agressiva da cutícula compromete a proteção contra micro-organismos. O ideal é apenas empurrar suavemente essa película e mantê-la hidratada. Cremes específicos preservam a elasticidade da pele e evitam fissuras que podem evoluir para infecção.

Quando a dor já apareceu, fuja de receitas caseiras

Tentar “cortar o cantinho” sozinho, usar objetos improvisados ou aplicar substâncias sem recomendação profissional costuma agravar o quadro. Procedimentos incorretos geram feridas, sangramento e aumentam o risco de bactéria se instalar.

Em estágio inicial, compressas mornas e sapatos abertos aliviam o desconforto. Se houver pus, vermelhidão intensa ou febre local, o melhor caminho é procurar um podólogo ou dermatologista habilitado, que poderá avaliar se há necessidade de remoção parcial da lâmina ou prescrição de antibiótico.

Rotina de prevenção: pouco esforço, muito resultado

Adotar cuidados semanais é mais barato — e muito menos dolorido — do que sessões de tratamento. Veja um comparativo rápido:

Ação preventivaTempo médioCusto estimado
Corte correto + lixa10 minutosR$ 0 (se feito em casa)
Consulta podológica para unha encravada30 a 40 minutosR$ 80 a R$ 200 por sessão
Procedimento cirúrgico (casos graves)Até 1 horaR$ 600 a R$ 1.500

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Posso usar curativo para “afastar” a pele da unha?
Curativos aliviam atrito, mas não substituem o corte correto. Se a inflamação persistir, busque ajuda profissional.

2. Lixar a parte superior afina a unha e evita encravar?
O problema ocorre nas laterais, portanto lixar o topo não interfere na prevenção e pode deixar a lâmina mais frágil.

3. Crianças também sofrem com unha encravada?
Sim. Nos pequenos, o corte errado e o uso de meias ou sapatos apertados são as causas mais comuns. A manutenção deve ser supervisionada por um adulto.

4. Atividades físicas influenciam?
Corredores e praticantes de esportes de impacto costumam sofrer mais traumas nos dedos. O ideal é manter as unhas um pouco mais curtas e escolher tênis com boa absorção de choque.

5. A doença volta depois do tratamento?
Se o paciente retomar os hábitos que originaram o problema — como cortar em curva ou usar calçados apertados —, a unha pode encravar novamente.

Resumo em tópicos

  • Corte reto e comprimento moderado evitam que a lâmina penetre na pele.
  • Lixar em uma direção impede lascas que podem evoluir para encravamento.
  • Sapatos largos, respiráveis e na numeração correta reduzem pressão sobre os dedos.
  • Cutícula funciona como escudo natural; prefira empurrar em vez de remover.
  • Manutenção semanal previne dor, inflamação e gastos com tratamento.

Unhas bem tratadas refletem cuidado com a saúde e poupam o incômodo de procedimentos corretivos. Pequenas mudanças na rotina fazem grande diferença a longo prazo.

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