Brilho intenso, secagem quase imediata ou a praticidade de trocar a cor toda semana? Entre o esmalte em gel e o tradicional, a escolha nem sempre é simples — e impacta diretamente na saúde das unhas, no tempo gasto no salão e na durabilidade do resultado.
Para esclarecer as principais dúvidas, a reportagem conversou com Marina Groke, fundadora da rede Unhas Cariocas, que explica como cada técnica funciona, quais cuidados são indispensáveis e em que casos vale apostar em uma ou outra opção.
O que diferencia as duas esmaltações
O esmalte convencional é composto por solventes que evaporam em contato com o ar. Já o esmalte em gel reúne monômeros e oligômeros que reagem somente quando expostos à luz UV ou LED. Essa diferença de fórmula altera todo o procedimento de aplicação e remoção, além da resistência do resultado final.
Aplicação passo a passo
- Esmalte tradicional
• Camada de base, duas de cor e, se desejado, top coat.
• Secagem natural, dependente de temperatura e umidade do ambiente.
• Procedimento rápido, mas exige cuidado para não borrar até a cura completa. - Esmalte em gel
• Camadas finas do produto específico.
• Cada demão passa por cabine de luz UV ou LED, onde acontece o endurecimento.
• Processo ligeiramente mais demorado, porém a secagem é instantânea após a luz.
Como é feita a remoção
Outro ponto que costuma gerar surpresa é o descarte do produto das unhas:
- Tradicional: algodão embebido em acetona ou removedor já resolve em poucos minutos.
- Gel: requer imersão em acetona pura e a técnica correta — geralmente realizada por profissionais — para evitar danos à lâmina da unha.
Manutenção no dia a dia
A durabilidade e o cuidado após sair do salão também variam bastante. Veja o que Marina Groke recomenda:
- Esmalte comum: evitar contato prolongado com água, aplicar base fortalecedora periodicamente e retocar quando começar a descascar.
- Esmalte em gel: hidratar cutículas de forma contínua, fazer a remoção apenas com especialista e realizar pausas entre uma esmaltação e outra para que a unha se recupere.
Principais vantagens
Entender os benefícios de cada técnica ajuda a alinhar expectativas:
- Esmalte tradicional — versatilidade de cores, baixo custo, possibilidade de trocar o tom com frequência e facilidade de remoção em casa.
- Esmalte em gel — acabamento brilhante por mais tempo, resistência ao desgaste diário e secagem praticamente imediata na cabine.
Possíveis desvantagens
Nem tudo, porém, são pontos positivos. Alguns cuidados extras devem entrar na conta:
- Esmalte tradicional — maior chance de lascar, demora na secagem ao ar livre e necessidade de retoques constantes.
- Esmalte em gel — remoção trabalhosa, risco de enfraquecimento da unha em uso contínuo sem pausas e custo mais elevado por envolver equipamentos específicos.
Para quem cada método é indicado
Segundo Marina Groke, a resposta depende mais do ritmo de vida do que da moda:
- Quem gosta de variar a cor toda semana ou prefere um processo simples para fazer em casa tende a se dar melhor com o produto tradicional.
- Já o esmalte em gel agrada quem possui rotina agitada, não dispõe de tempo para retoques frequentes e busca unhas intactas por vários dias.
Comparativo rápido
| Criterio | Tradicional | Gel |
|---|---|---|
| Secagem | Natural | Cabine UV/LED |
| Duração | Menor | Maior |
| Remoção | Acetona comum | Acetona pura + técnica |
| Indicado para | Quem gosta de variar | Quem quer longa durabilidade |
| Risco à unha | Baixo | Pode enfraquecer sem pausa |
FAQ – Perguntas que mais aparecem no salão
O gel estraga definitivamente a unha?
Não. De acordo com Marina, o risco de enfraquecimento existe apenas se não houver intervalo adequado entre as aplicações ou se a remoção for mal executada.
Posso combinar gel com esmalte comum?
A especialista explica que a técnica não é recomendada, pois a aderência e o resultado final podem ser comprometidos.
Quanto tempo devo esperar para reaplicar o gel?
O ideal é fazer pausas regulares, dando tempo para a unha natural se recuperar. O período varia de pessoa para pessoa e deve ser avaliado com um profissional.
O esmalte tradicional ainda vale a pena?
Sim. Para quem preza por praticidade, preço mais baixo e liberdade de trocar a cor a qualquer momento, continua sendo uma solução eficiente.
O veredito é pessoal
Não existe uma escolha universal quando o assunto é esmaltação. O importante, lembra Marina Groke, é pesar durabilidade, custos, disponibilidade de tempo e cuidado com a saúde das unhas antes de decidir. Seja qual for o método, a hidratação constante das cutículas e a remoção correta são passos que não podem ser ignorados.
Ao alinhar expectativa e rotina, é possível desfrutar do esmalte — em gel ou tradicional — com máxima beleza e mínimo risco.
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